“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” (Atos 1:6)

Existe uma chamada específica para alguns líderes que, além de serem reformadores, são restauradores de Altar. Limpar o Altar de Deus não é remover as poeiras nem as cinzas, pois isso é uma obrigação conceitual que refuta a responsabilidade dos levitas do Templo. Limpar, Bararh, é uma missão de sacerdote para que, muito além de amontoar pedras ou consagrar um lugar a Yahweh, todos possam experimentar do tratamento de caráter e se moldar à chamada de povo eleito que não se deixa influenciar por esse mundo. “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17:15,16)

O verbo limpar vem da raiz Barh, missão, vocação, chamada, onde o homem de Deus, especificamente chamado para isso (como os Macabeus, martelos modeladores de pedras), pode erigir Altares plenamente ornados e categoricamente bem arquitetados para que a figura do sagrado fique em evidência. A exigência do sacerdote para consertar Altar e a chamada dos levitas para limparem o lugar sagrado era tão contundente que as pessoas ficavam na expectativa de um comando para purificação e limpeza.

A visão de Levítico 6:8-13, quando o sacerdote remove as cinzas do Altar e as leva para fora do arraial, é um figurativo que não podemos deixar nada que sejam resquícios de pecado dentro do nosso reduto, pois os limpos de coração verão a Deus. Esse texto é demasiadamente forte e nos leva a percebermos claramente a diferença entre o que é sagrado e o que é profano. Existem protocolos de honra onde a glória de Deus se manifesta nas coisas pequenas. Deus gosta de rituais, solenidades que exaltam o Seu Nome, tocam Seu Trono e consagram Seu Altar.

O termo estar limpo, Bararh, não se refere àquele que nunca se suja, mas àquele que sempre se lava no sangue do Cordeiro. Observe, porém, que o processo de limpar e restaurar o Altar não é uma chamada comum. Muitos estão no Reino, mas não sabem se comportar em honra diante do Rei, nem no Seu Santuário, nem nos lugares geográficos por onde anda.

Limpar o Altar é a conservação restauradora mais profunda que existe, pois muitos não sabem se manter limpos. É preciso um pacto, uma aliança, ano após ano para que algumas coisas sejam colocadas em ordem para nosso bem.  “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 22:11,12)

Limpe o Altar! Alguém só vai encontrar a sua dracma depois de varrer a casa com diligência e limpá-la corretamente. Só teremos algumas coisas de volta quando decidirmos pelo Bararh, a limpeza no caráter e a mudança de atitude (Lucas 15:8,9).

O processo de limpeza e restauração é muito amplo, e o conceito que o Eterno colocou como protocolo para que a expiação e a purificação sejam feitas precisa ser respeitado. É um sinal de quem é Jesus sobre o Altar, e nós, como sacerdotes de herança, estarmos conscientes da forma como limparemos a geração a partir das nossas atitudes e consciência de mudança tanto pessoal como interpessoal. As pessoas precisam de homens e mulheres que sejam referência.

Os princípios são simples e claros. Mas será complicadamente difícil para quem quebra as regras de ouro e deseja fazer o que quer e como quer. Nada no Reino, onde há um Rei, é como o súdito deseja, mas como o Rei ordena. O sacerdote, homem de Deus, cumpria o ritual conforme as ordens do Senhor.

 

Chamada para sacerdotes

É claro que somos uma geração de Sacerdócio Real. Veja a similaridade entre o texto de Moisés e Arão sendo convocados por Deus com o texto que fala da nossa geração vocacionada para levantar um povo com o mesmo DNA de santidade pelo Altar restaurado.

“Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele. E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho, sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar. Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lugar limpo. O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.” (Levítico 6:8-13)

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.” (I Pedro 2:5-10)

Essas vestes são um sinal de purificação e responsabilidade sacerdotal. Nós, homens de Deus, independente do status espiritual, deveremos nos portar de tal maneira que aqueles que nos assistem nos vejam como uma referência e não como um escândalo. As pessoas buscam padrões, elas querem um modelo, e o sacerdote, homem de Deus, é um modelo para sua geração. Manter o Altar puro, conservar a inocência restauradora em um século que a cada dia nos convoca para coisas horrendas não é fácil, porém é possível. O padrão da Bíblia em Jesus é nosso modelo (Lucas 4 / Hebreus 2).

 

Limpar as vestes

Não podemos estar no Altar com as vestes sujas nem rasgadas. Houve tempo em que o sacerdócio quanto mais pobre fosse, mais sinal de humildade mostraria... Isso vai contra toda doutrina do Senhor, pois o sacerdote é modelo de higiene e excelência, assim como seu povo. É um Sacerdócio Real. Uma das restaurações do Altar é justamente a reconquista do sacerdócio, tanto dos que ministram como dos que são ministrados, para que, pelo Altar, tenham um desatar de prosperidade sobrenatural. Tsaleah é uma unção de recursos que não faltará riqueza na casa do justo. “Na casa do justo há um grande tesouro...” (Provérbios 15:6) 

1. Vestes limpas para serem aprovados

Quando os sacerdotes não estavam com as vestes limpas, pela cultura bíblica, ele estava desaprovado para executar qualquer ritual ou solenidade para Deus representando o povo. Os sacerdotes eram o sinal do equilíbrio socioeconômico assim como uma autoridade para aconselhar e dar novidade de vida ao povo; eles eram desatadores de riquezas. O Urim e Tumim era um sinal da riqueza que o sacerdote levava nos ombros, representando o povo e a prosperidade pelo peitoral que representava Deus. As vestes finas e de honra eram uma exaltação ao Deus de Israel como sinal de que não haveria pobreza no meio do povo. Havia solenidade na confecção das vestes de excelência para o sacerdote representar Deus e o povo (Êxodo 28:3-43).

2. Vestes limpas e de honra

Essa mentalidade que começou no Êxodo (Libertação) mostra que um Altar móvel acompanhava o povo de Deus em um deserto. Deus queria transicionar a mente do povo mostrando que se em um deserto, com toda a dificuldade, poderiam manter a fé, a chamada, a convicção do novo e os sinais proféticos em dia, em qualquer outro lugar poderiam viver a excelência do Reino e liberar o povo para uma conquista de vida, para além do que se pode imaginar.

Ora, se no deserto, sem nada, eles tiveram a provisão de tudo, por que hoje muitos têm ‘tudo’, mas não estão com a provisão de nada? Porque o Altar está com cinzas, as vestes estão sujas e a incredulidade ocupou o lugar da fé do povo que Deus tem aliança e promessa. É tempo de restaurar o Altar!

3. Vestes limpas para testemunho

Não queremos que alguns se ofendam, mas se convertam, pois não podemos ter fogo estranho no Altar. “E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor.” (Levítico 10:1,2)

A partir do Altar, bebemos e comemos do que nos é ministrado. Logo, um ministro que tenha argumentos no caráter poderá contaminar todo um Altar, colocando cinzas nas vestes, sendo rejeitado pelo Senhor e se tornando apenas ministrante de palco, distante dos adoradores no Altar.

“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:20-24)  

 

Conclusão

Bem, se mudarmos nossas vestes e atitudes de caráter, com certeza um milagre novo será instalado na nossa história. Precisamos acreditar que a inocência é um dos requisitos que o Senhor exige, pois os limpos de coração verão a Deus e só estaremos limpos pela Palavra que temos recebido. “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.” (João 15:3)

É preciso voltar a ser inocente como uma criança. Devemos voltar às nossas origens de puros. “Qualquer que não tiver a inocência de uma criança não entrará no Reino dos Céus.” (Mateus 18:4). Seremos devolvidos à inocência. “O Senhor me tratou segundo a minha inocência, e retribuiu segundo a pureza das minhas mãos.” (II Samuel 22:21). Uma geração que decide ser a expressão do Altar vivo de Deus, um Altar que se move sobre a Terra, terá a Restauração como legado do seu caráter.

Acender o fogo do Altar é a chamada para que a nossa vida esteja cheia da presença de Deus, tomada do conhecimento do Senhor e não estarmos fora da convocação maior que é ser líderes cheios do fogo vivo e livres do fogo estranho, uma limpeza verdadeira e cheia de propósito.

2015 será o ano mais restaurador da nossa história, para que estejamos menos de nós e mais de Deus. Cada casa, cada escritório, cada trabalho e cada geografia terão fogo contínuo e não deixaremos que o adversário ganhe vantagem na nossa vida. Estejamos cheios de Deus e deixemos de lado as coisas que antes fazíamos. A limpeza de caráter é uma libertação no espírito.

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:25-32)

Devemos também sustentar o fogo no Altar, ser a geração que decidiu fazer história e construir uma sociedade melhor. Alguns viverão 2015 na mesmice e até regredirão no processo restaurador, porém existe uma classe de homens, mulheres, jovens e até adolescentes que viverão acima do conceito social secular e se tornará modelo de um Altar vivo, santo e agradável a Deus.

Este é o ano de restaurarmos o Altar! Não estamos falando somente de um Altar físico, mas principalmente da nossa vida, removendo o que mais incomoda uma família, uma sociedade e a nós mesmos: nossas atitudes que estão fora da Palavra e da promessa. Saiamos dos discursos e partamos para uma vida prática! Voltemos à limpeza, à remoção das cinzas e mudemos as vestes. Claro que é uma decisão particular, mas este será o ano dos maiores milagres já contemplados na história, quando eu e você viveremos desafiados a sermos esse Altar vivo de Deus na Terra.

“Caminharei na inocência de coração no seio da minha família.” (Salmos 101:2)

“Lavo as minhas mãos na inocência e assim andarei, Senhor, ao redor do Teu Altar.” (Salmos 26:6)

 

Feliz 2015, restaurados e limpos diante de Deus e dos homens!

Apóstolo Renê Terra Nova

Texto: Lc. 15:11-32

Introdução:
"...Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado..." (v. 22-24).

A parábola contada por Jesus retrata uma realidade que rompe os tempos, e chega até nossos dias; mais atual do que nunca. Uma família que é abalada pelo desvio de um dos filhos, que decidi sair de casa e fazer as coisas conforme sua própria vontade. Com essa atitude, ele quebra princípios espirituais. Desobedece ao seu líder (seu pai), sai de baixo da benção e proteção da autoridade dele, pedindo sua emancipação, rompendo desta forma alianças familiares de uma vida inteira. O coração do pai partiu. A rebeldia instalada no coração daquele filho, certamente trouxe infelicidade para aquela família. O filho agora foi exposto às drogas, à prostituição, aos falsos amigos, as ilusões do mundo. Muitos são os casos de pessoas que perdem as suas famílias, destroem seus casamentos e filhos, por uma aventura passageira. A Bíblia alerta que há caminhos que para o homem parecem ser bons, mas no fim são caminhos de morte (Pv. 14:12). Jesus veio para trazer restauração familiar, para curar os relacionamentos feridos no tempo da ignorância. Talvez o seu caso não seja com um filho, mas pode ser com o esposo ou a esposa, com o pai, com a mãe, com um irmão ou irmã. Muitos problemas aconteceram para destruir nossas famílias, mas Jesus agora está pronto para entrar em sua casa! (Jo 10:10).

A Restauração Familiar:
Deus tem projetos de paz para nós e não de mal. Tudo o que Deus fez é bom, porque Deus é um Deus bom. A família é projeto de Deus. A PRIMEIRA CÉLULA É A FAMÍLIA! A Bíblia diz: “Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua casa” (At. 16:31). É uma promessa da Palavra. Você precisa orar pela restauração e conversão de sua família. Nunca desista! Para a conquista do seu território familiar, você vai precisar testemunhar a sua mudança através de seu arrependimento, da humilhação, do perdão que se desatará através de sua vida (Tg. 4:10). Jesus em seu ministério trouxe muita restauração nas famílias. Ele andava de casa em casa, falando do Reino de Deus e promovendo a cura em meio às famílias em diversos momentos:

1- Ressuscitou o filho da viúva de Naim trazendo felicidade a uma mãe (Lc. 7:12-17);
2- Restaurou a dignidade da mulher samaritana diante de toda a cidade (Jo 4)
3- Trouxe de volta à família o endemoninhado gadareno que vivia nos sepulcros (Lc. 8)
4- Curou a sogra de Pedro (Lc. 4:37-40)
5- Libertou uma criança possessa de espíritos imundos devolvendo-a sã ao pai.
6- Ressuscitou a filha de Jairo.
7- Mudou a realidade da vida da mulher do fluxo de sangue.

Ore por um milagre familiar, Deus vai ouvir a tua oração e tocar com mudança a sua família.

Conclusão:
Devemos nos lembrar de que o filho pródigo na parábola, teve que dar 4 passos para que houvesse reconciliação com sua família:
1- Lembrou-se que em casa tinha o melhor e não valorizou, teve que se arrepender.
2- Reconheceu o seu erro e teve que confessá-lo.
3- Humilhou-se a ponto de se tornar servo.
4- Tomou uma atitude para sair do chiqueiro e voltar ao encontro com sua família.

Você também pode ser um vitorioso na restauração de sua família, comece restaurando você mesmo. Quantos tombos a vida no mundo teve que te dar para que você viesse a ter um encontro com Deus? Agora você tem a oportunidade de se encontrar com Deus, com você mesmo e com sua família. “Entregue seu caminho ao Senhor, confie Nele, e tudo mais Ele fará”.

Pense:
Quantas pessoas em sua família você precisa pedir perdão?
Quanta destruição familiar você já viveu? Até quando você vai permitir continuar essa destruição?
O que você tem feito com as pessoas que Deus te deu para cuidar (esposos, esposas, filhos, etc.)?

Texto: Neemias 2.17

Introdução:
Há momentos em nossas vidas de grandes aflições e conflitos espirituais, em função das lutas e das dificuldades. Muitos se perguntam: Porque tanta dificuldade e sofrimento? Existe uma explicação para toda essa situação: As portas da sua vida estão abertas ou escancaradas! Depois da destruição da cidade de Jerusalém, pelo império babilônico, Deus levantou o profeta Neemias para liderar a reconstrução da cidade, seus muros e suas portas, com a finalidade de protegê-la dos invasores e saqueadores.

Assim como Neemias se preocupou em restaurar a cidade de Jerusalém, a cidade escolhida por Deus para abrigar o Templo, e restaurar principalmente as suas portas, igualmente nós também devemos nos preocupar em restaurar as portas da nossa vida, escolhida por Deus como seu Templo.

Na cidade de Jerusalém existiam 12 portas de acesso que foram destruídas, estas 12 portas simbolizam as portas de acesso de nossa vida espiritual, que precisam ser restauradas e fortalecidas para que Satanás não tenha liberdade de acesso para nos derrotar e destruir.

1ª porta – A porta das ovelhas – Ne 3.1
A porta das ovelhas (servos) – Devemos restaurar a nossa condição de submissão, de reverência e obediência a Deus.

2ª porta - A porta do peixe – Ne 3.3
A porta do peixe (vidas) – Devemos restaurar a nossa condição de servos de Deus quanto à missão de ganhar almas para Deus.

3ª porta – A porta velha – Ne 3.6
A porta velha (original) – Devemos restaurar os valores da fé genuína em Jesus, com relação à simplicidade da mensagem do evangelho eterno.

4ª porta – A porta do vale – Ne 3.13
A porta do vale (lutas) – Devemos restaurar a confiança e esperança da vitória nas lutas. Muitos tentam escondê-la sem tentar enfrentá-la.

5ª porta – A porta do monturo - Ne 3.14
A porta do monturo (lixo) – Devemos restaurar a característica de santidade, através da limpeza da alma. (jogar fora tudo que possa impedir o agir de Deus – Sentimentos de ira, ódio, medo, inveja, ressentimentos, etc).

6ª porta – A porta da fonte – Ne 3.15
A porta da fonte (espírito) – Devemos restaurar a intimidade com o Espirito Santo, de maneira a dar liberdade para Ele agir.

7ª porta – A porta das águas – Ne 3.26
A porta das águas (limpeza) – Devemos restaurar a importância da leitura da bíblia, como única fonte purificadora de Deus para a vida do homem.

8ª porta – A porta dos cavalos – Ne 3.28
A porta dos cavalos (força) – Devemos restaurar a nossa fé, na confiança do poder de Deus.

9ª porta – A porta oriental – Ne 3.29
A porta oriental (oração) – Devemos restaurar o desejo de conversar com Deus através da oração.

10ª porta – A porta da guarda – Ne 3.31
A porta da guarda (vigilância) – Devemos restaurar a preocupação com a vigilância de nossa vida.

11ª porta – A porta da prisão – Ne 12.39
A porta da prisão (cadeias, amarras) – Devemos restaurar a nossa visão com relação às promessas de Deus para a nossa vida.

12ª porta – A porta do Rei – Jo 10.9
A porta do Rei (Deus, Jesus) – Devemos restaurar o nosso relacionamento de intimidade com o Senhor Jesus. Ele é a solução para todas as dificuldades da vida.

Conclusão:
Se quisermos ser vitoriosos em tudo em nossas vidas e tomar posse de todas as bênçãos que Deus já nos deu, devemos restaurar as portas de nossa vida espiritual.

Texto: Esdras 3.1-13 / Salmo 150.1-6 / Mt 6.33

INTRODUÇÃO:
Nesse capítulo de Esdras encontramos o que podemos chamar de prioridade absoluta para o povo de Deus em tempos de restauração, pois se notam aqui três princípios fundamentais que devem governar a nossa vida naquilo que é essencial.

1– UNIDADE (v.1)
A unidade era visível entre os filhos de Israel, “como um só homem” (v.1). Esse espírito de união é também indispensável a nós. É o primeiro segredo essencial para a benção de Deus em qualquer esfera, seja na igreja, na célula, na família ou no trabalho. Contudo, é um dos mais negligenciados. Muitos projetos valiosos são frustrados ou deixam de ser realizados por falta de unidade! A Bíblia diversas vezes chama a nossa atenção para este aspecto vital e fundamental da nossa vida. (1Co 1.10; Ef 4.3; Fp 1.27; Jo 17.21; 2Co 13.11; Fp 4.2-3).

A unidade é a forma divina apontada para alcançar o poder e a benção. Pense nos projetos da sua vida: Que importância você vê na unidade para a realização dos mesmos? Você colocaria a unidade como primeira coisa na sua lista de prioridades?

2– ADORAÇÃO (v.2-7)
A segunda expressão da vida da comunidade judaica mencionada no texto refere-se à adoração. Aqui descobrimos que, antes de qualquer coisa, o culto ao Senhor deve ter prioridade máxima na vida do Seu povo. A prioridade de Zorobabel está no lugar certo: antes de lançar os fundamentos do templo é preciso levantar o altar do Senhor.

Temos cometido o erro de dizer às pessoas que elas são salvas para trabalhar. A tendência, então, é vê-las correndo em todas as direções empenhadas na obra de Deus. Quase sempre o resultado é apenas exaustão. É preciso lembrar que o Pai procura, antes e acima de qualquer outra coisa adoradores.

3– EDIFICAÇÃO (v.8-13)

Podemos dizer que o nosso trabalho também deve ser o de edificar a Casa de Deus (1Pe 2.5; 1Co 1.10-17). Como edificá-la? Um homem não pode levar sozinho o trabalho do Senhor, nem pode alimentar um rebanho, porque não possui todos os dons para ser o modelo para o povo. Por isso, devemos estar dispostos a pagar o preço de assumir compromisso de fazer o Reino de Deus crescer na terra, assim estaremos cooperando nesta edificação.

Jesus escolheu 12 discípulos e investiu três anos com eles (Mc 3.13-14; At 2.42; 4.35).
Paulo trabalhava em equipe (At 13.1-3; 20.4) e insistia para que os outros assim fizessem (Tt 1.5-9; 2Ts 2.1-13).

CONCLUSÃO
Quando você sente que sua vida está precisando de restauração, qual é sua atitude na esperança de restaurá-la?
1. Inventa toda sorte de programas e novidades?
2. Faz planos na tentativa de começar algo novo?
3. Reconhece que a necessidade básica é se achegar mais à presença de Deus, meditar Nele, adorá-Lo e servi-Lo com mais zelo e fervor? (Ap 2.4).

Texto: Salmos 71: 20,23

INTRODUÇÃO:
Existem várias razões pra nos alegrarmos em Cristo! Ter a salvação através do reconhecimento do sacrifício de Cristo por nós, ter o prazer de descobrir a Sua presença, o propósito e o poder de Cristo através das nossas tribulações. Hoje veremos que esta alegria vai mais além do resultado da salvação e da descoberta do Deus que nos salvou. Esta alegria também vem do resultado da nossa restauração. Vamos observar três circunstâncias onde Deus traz restauração.

1- SALMOS 71:1-24

Que tipo de relacionamento o salmista tinha com Deus e por que?
Quais eram seus medos ?
Você reconhece amargura nas palavras do salmista?
De onde o salmista está sendo restaurado?
Qual será a resposta do salmista para a restauração? (V. 22-24)

Uma razão para Deus nos permitir experimentar problemas é porque Ele deseja nos revelar Sua alegria através da restauração. Essas são duras palavras de Davi: “Tu, que me fizeste passar muitas e duras tribulações”. Podemos ver através da Palavra de Deus que as situações na vida do cristão são o resultado da perfeita vontade de Deus. Ele não tem nenhum prazer em que soframos, mas muitas vezes somos forçados a passar pelo sofrimento para reconhecer como absoluta a Sua vontade. A nossa vida nunca será fácil, pois Deus raramente irá remover de nossas vidas circunstâncias ou pessoas que nos levarão a dobrar os joelhos em oração.

2- FILIPENSES 3:10

Qual era o maior desejo de Paulo?
Quais os dois assuntos que Paulo vê como parte de “conhecer a Cristo”?

Não podemos realmente conhecer Cristo até que aprendamos a nos identificar em seus sofrimentos. Os amigos mais chegados são aqueles que podemos contar na hora da dor, quanto mais o nosso precioso Redentor que levou sobre si todas as nossas dores e enfermidades! Deus permite que passemos por dificuldades, e nelas temos a certeza de que Ele é nosso amigo e nunca nos abandonará.

3- 2 CORÍNTIOS 1:3-7

Em que situações você tem confortado as pessoas com o mesmo conforto que recebeu de Deus?
Fazendo uma retrospectiva, você é capaz de identificar algum propósito nas suas dificuldades?
Devemos aceitar que nossas vidas sejam vividas em constante dor?

1 Pedro 5:10 “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá. “

Quanto tempo Pedro diz que devemos sofrer?
O que Pedro diz que virá depois do sofrimento?
Se Deus ordena a dificuldade para você, Ele ordenará também a restauração. Tenha a certeza disso.

CONCLUSÃO:
Você necessita de restauração? Você tem experimentado dificuldades vindas da mão do Senhor e não da sua? Você tem estado separado de Deus por causa da culpa do pecado? Você ultimamente tem experimentado a disciplina do Senhor? Lembre-se que Deus não quer que sejamos apenas Seus servos, mas amigos, e todo sofrimento que Ele permite tem o propósito de nos fazer crescer entendendo, obedecendo e desfrutando de Sua vontade. Então, experimente a Presença de Deus e a Alegria da restauração em todas as áreas de sua vida a partir de hoje, a partir de agora!

Texto: Salmos 126

INTRODUÇÃO:
Restaurar algo que foi destruído muitas vezes é mais difícil que começar tudo de novo. Reformar uma casa ou um objeto não é fácil, mas é muito bom e às vezes fica muito melhor que antes. É muito recompensador ver algo que antes estava acabado ser renovado. As palavras do Salmo 126 afirmam que Deus pode nos enviar sua restauração semelhante ao deserto do Neguebe que em certa época do ano é regado por uma enxurrada que vêm dos montes em tempo chuvoso. O deserto seco se transforma em um lindo jardim. Este fenômeno acontece de tempo em tempo e serve de inspiração para o povo de Deus saber que Deus sempre restaura suas vidas. Sua vida já foi restaurada? Vamos aprender com o Salmo 126 quando devemos restaurar nossa vida:


1- PASSADO:

v.1,2 “quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de júbilo”.

O mesmo salmo começa com palavras no tempo passado para lembrar o povo de vitórias que haviam recebido do Senhor (v.1,2). Deus já tinha operado maravilhas na vida do seu povo. Operou milagres e livramentos poderosos e eles nunca se esqueciam. Todas as vezes que contavam sua história parecia que estavam sonhando. Em nossas vidas também podemos lembrar de muitos momentos que Deus restaurou a saúde, relacionamentos e alegria de viver. Se você conhece a Jesus ele já restaurou seu viver porque “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5.17). Lembre-se das bênçãos que já recebeu do Senhor e terá sua fé renovada. O Senhor já restaurou sua vida no passado? Creia que Jesus renovou sua vida!

2- PRESENTE:

v.3,4 “com efeito, grandes coisas o Senhor tem feito por nós, por isso estamos alegres”.

Depois o tempo verbal passa para o presente declarando que atualmente Deus ainda opera maravilhas (v.3). Neste momento é feito um pedido por restauração de seu povo como um deserto que se torna um manancial (v.4). O autor expressa o clamor de seu povo por restauração de suas vidas. Assim como no passado Deus operou, muito mais Ele pode fazer “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (II Coríntios 6.2). Mesmo que sua vida esteja seca e você se sinta solitário como num deserto, creia que você é abençoado por Deus e que “passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva” (Salmos 84.6). Por mais que já estejamos abençoados por Deus, se formos olhar bem veremos que ainda há muito que ser restaurado em nossas vidas. Também existem muitas pessoas que precisam conhecer o poder restaurador de Deus e precisamos testemunhar de Deus, bem como orar por suas vidas. O que precisa ser restaurado em sua vida hoje? Creia que Deus pode te restaurar agora!

3- FUTURO:

v.5,6 “os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo seus feixes”

O tempo verbal dos dois últimos versículos passa para o futuro. Após o pedido de restauração, o texto remete ao futuro profetizando a colheita dos frutos semeados (v.5,6). Sabemos que por melhor que estivermos sempre haverá algo a ser restaurado em nossas vidas e em pessoas que estão ao nosso redor. Deus tem nos chamado para ajudar outros que estão sofrendo através de nossa experiência. Alguns países como o Japão, que frequentemente passam por catástrofes, estão sempre se preparando para enfrentar perigos e emergências. Baseiam-se em experiências que tiveram para se preparar para o futuro. Com este exemplo aprendemos que é muito importante se preparar para o futuro se precisarmos restaurar nossa vida novamente. Você está preparado para se restaurar no futuro? Creia que Deus sempre irá restaurar sua vida quando precisar! Deus quer restaurar sua vida!

CONCLUSÃO:

Deus não está preso ao nosso tempo porque Ele é eterno e tanto faz o passado, presente ou futuro. A Palavra de Deus declara que “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1). Deus tem um tempo de restauração para sua vida. Através desta mensagem podemos lembrar e refletir sobre o que o Senhor já operou, tem realizado e muito mais que ainda fará para seu povo. Mas não basta ficar no passado, precisamos crer e clamar por uma restauração para hoje (II Crônicas 7.14,15). Sendo assim, todos os que antes choraram passarão a sorrir e colher seus frutos em abundância. Você está precisando de restauração? Em qualquer tempo Deus pode restaurar sua vida!

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